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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Passeio pela zona ribeirinha com visita ao navio escola Sagres





Este fim-de-semana os Montibikers (Emídio, Victor e Nando) fizeram um passeio de carácter cultural.
Como combinado, estavam presentes mais uma vez na eterna sede provisória pelas 9 horas da manhã. Eu cheguei uns minutos atrasado, devido a ter de voltar a casa (depois de já estar na saída do meu prédio), porque as necessidades de carácter fisiológico sólido, não me deixaram dar nem mais um passo em frente.
Na altura em que se começava a questionar em que direcção rumaríamos, eu precipitei-me em primeiro lugar e informei sobre o que tinha visto no dia anterior no telejornal da RTP2. O assunto em causa era a presença do navio Escola Sagres na doca de Alcântara e que podia ser visitado pela população em geral.
Eu, como nunca tive a oportunidade de visitá-lo, questionei os outros Montis se já o tinham feito. Eles responderam que também nunca tinham visitado tal ícone cultural do nosso País.
Foi nessa altura que perguntei aos dois se gostariam de fazer um passeio, desta vez mais por estrada do que por trilhos até Alcântara, para então fazer a visita de estreia ao tão famoso navio Português.
Concordaram comigo e lá fomos nós, já com alguma pressa, pois mesmo assim ainda tínhamos de fazer uns bons Kms e a hora já não era a ideal para chegarmos cedo.
Decidimos que até à Expo iríamos por trilho (Salinas, Póvoa, Alpríate e Trancão), de seguida continuaríamos pela zona ribeirinha junto ao Tejo.
Este trajecto foi em cadência um pouco mais rápida pois havia a intenção de chegar cedo a Alverca. Na Expo, houve uma situação de incumprimento da lei. Eu como vinha na frente do grupo apontei na direcção do caminho pedestre que vai desde o Pavilhão Atlântico até ao começo da Marina, desrespeitando o sinal de proibição para velocípedes que se encontrava ao início. Atrás de mim só o MontiEmídio é que me seguiu, já não foi da mesma opinião o nosso sénior, pois é um cumpridor da nossa lei e com razão, deu a volta e juntou-se a nós mais à frente. Depois disso, avisei o MontiEmídio que poderíamos ser presenteados com alguma multa em casa pela infracção cometida. Ele respondeu que sim, ainda por cima não tínhamos as matrículas inseridas nas nossas bikes. Pelos vistos eu sou o fora da lei radical do nosso grupo, espero que não fiquem chateados.
A partir do Cais do Sodré, seguimos pela ciclovia que vai até Belém, mas antes de chegar a Alcântara já se visualizava os imponentes mastros do navio Sagres.
Antes de chegar à rotunda da doca de Alcântara virei numa rua à direita, pensando eu que iria desembocar perto do navio, mas logo uns metros à frente deparámos com uma vedação que não nos deixava prosseguir mais. Voltámos para trás e aí sim fomos na direcção correcta, onde começava a ver-se várias pessoas a ir na mesma direcção, só podia ser de certeza para ir observar o navio.
Ao chegarmos junto do mesmo, primeiro tirámos algumas fotos e também realizaram-se alguns vídeos. Antes de arrumarmos as bikes e irmos visitar o navio, comemos umas barritas energéticas para repor as energias.
O navio Sagres perante a sua idade está em perfeitas condições, é claro que de certeza se deve ao enorme zelo por parte de todas as tripulações que navegaram nele ao longo dos anos e o orgulho que se deve ter em pertencer à mesma.
É claro que a parte dos instrumentos mais antigos do navio estão fora de uso, mas imaculados para que as pessoas que o visitam terem a percepção de como era fazer a navegação nele no passado. Durante a visita e como estava em hora de almoço, já se sentia no ar o cheiro a comidinha que vinha da cozinha do navio. Um dos sítios do navio onde a crianças mais gostavam de estar era na proa, onde se encontrava o sino, que quando os pais os deixavam, tocavam nele. Antigamente, este sino servia para marcar a passagem do tempo a bordo. Era também utilizado para emitir sinais de aviso de nevoeiro, sinais de alarme e para cerimónias. Actualmente o sino é mantido em muitos navios de guerra para efeitos, meramente cerimoniais, sendo dado muito cuidado ao seu polimento.
Este sítio serviu também para os Monticrianças tirarem fotos para mais tarde recordar. É claro que também se tirou fotos ao lindíssimo leme do navio. Já na fase final da visita argumentei com o MontiVictor sobre o bom polimento do Trom (pequeno canhão de salvas), ao que ele respondeu que já tinha visto peças de artilharia bem mais polidas do que esta, eu pensei logo no tempo em que ele teria sobe suas ordens mancebos, de certeza que tinham de ter tudo bem polido ao ponto de parecerem espelhos hehehehe.
Já com olhos postos no relógio, finalizamos a visita e pusemo-nos em marcha pois ainda tínhamos o regresso para fazer com alguma celeridade. Desta vez iríamos somente por estrada. No caminho antes de chegar a Santa Apolónia, o MontiVictor já não estava nas melhores condições físicas para nos acompanhar e resolveu ir o resto do caminho de comboio, perguntou-nos se algum de nós estava com a mesma intenção, dissemos que queríamos continuar até ao fim, até porque por vezes ao Domingo pode-se estar perto de uma hora à espera de comboio e isso quase era o tempo que nós levaríamos a chegar.
Depois foi sempre a abrir fininho até a casa, ainda em Sacavém, no passeio do Trancão onde tínhamos parado para comer umas barras energéticas, passou de carro o nosso MontiFélix, que ao ver-nos parou o carro, foi-nos cumprimentar e dar dois dedos de conversa.
Quando chegámos à Póvoa de Santa Íria, vimos que tínhamos feito 1 hora e 6 minutos de Alcântara até ali, despedimo-nos, pois eu ficava nesta zona e o MontiEmídio ainda tinha de continuar até Alverca.
Abraikes a todos e até uma próxima aventura Montibiker


Filmes



2 comentários:

  1. Grande viagem de MontiNavegação. A cultura presente no seio MontiBiker.
    É assim os Montis por vezes tornam-se Nautis.
    Companheiros pena foi não terem sido convidados para um repasto dentro do navio, já que o cheiro a comida existia e era como se de uma zona de abastecimento se tratasse.
    Para a próxima sugiro que não abandonem o barco sem uma ída à cozinha.
    Quem é que tomou conta das "meninas" enquanto estiveram no navio?

    boa reportagem, também gostaria de ter feito essa visita.
    Abraikes

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  2. Mais um MontiTreino bem passado...
    Pena é o MontiVictor comer poucas bananas durante a semana e a meio do percurso ter de mudar de transporte, pois as cãibras não o largavam...ups que até doí só de pensar...
    Também tivemos contacto com o MontiFelix... andava a descansar a pernoca...talvez a preparar-se psicologicamente para novas etapas mais exigentes eh eh...
    O single Track dos caminhos de Fátima, junto ao trancão, parece-me que cada vez está mais deteriorado, sendo que tem alguns buracos um pouco perigosos caso haja um pequeno momento de descuido por parte de algum BTTista menos afortunado..
    A presença do MontiCadilha também se fez notar, principalmente pelo MontiVictor, pois ele não permitiria que se intensificasse o andamento! Pois provavelmente isso foi uma das causas para as suas pernocas se ressentirem depois do descanso e visita ao Navio Escola Sagres..
    Penso eu de que...

    Inté

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