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domingo, 10 de outubro de 2010

Peripécias em cadeia

Eu e o meu amigo MontiVitor tivemos hoje um dia em cheio, com um inicio de passeio que não há memória. Estava nos planos de hoje irmos pelo caminho do Trancão até ao Parque das Nações e seguirmos sempre junto ao Tejo até ao Cais do Sodré, zona desconhecida dos itinerários dos Montibikers. Pois é estava planeado mas tal não aconteceu.
Saímos do Mousel como é habitual, por volta das 9:00 horas, já entramos na chamada hora de Inverno, e seguimos em direcção às salinas. Era de prever que o terreno estaria bem encharcado, devido à queda de muita chuva verificada no dia anterior e durante a noite. Realmente assim estava. Pois eu fiz uma má escolha do trajecto e meti a ScottBike numa espécie de areias movediças, uma das pernas ficou enterrada quase até ao joelho e a outra não, porque não a tirei do pedal. Tentei recuar sem tirar o dito cujo do pedal mas não dava, a minha teimosia levou a estatelar-me nas "areias movediças". O meu amigo MontiVictor ria-se que nem um perdido, mas com a sua preciosa ajuda lá saí daquela situação ridícula. Um grande bem haja amigo Victor.
Depois de uma breve limpeza lá prosseguimos, mas por pouco tempo, um km mais à frente mais uma paragem forçada, tinha um furo no pneu da frente da minha Scott. E ainda só tínhamos percorrido 3km, que mais me iria acontecer. Vai de tratar da mudança da câmara de ar. Era a primeira vez que ia fazer tal operação, sim porque nas outras vezes que tive furos havia sempre um expert por perto. Até correu bem, só um pequeno senão, encher o pneu não estava a ser fácil eu bem dava há bomba alternando com o Victor mas executar tal tarefa parecia impossível até que desistimos. Com o ar que o pneu tinha decidimos ir às bombas da Galp na Póvoa tratar do resto.
Quando lá chegamos outra contrariedade, o pipo da câmara de ar não recebia a bomba da Galp. Nova tentativa com as nossas bombas e agora sim para nossa surpresa o pneu em vez de encher vazou rapidamente.
Fiquei completamente abatido, desisto disse ao MontiVictor, vou para casa, por hoje chega, já passou uma hora desde que saímos do Mousel e ainda estamos na Póvoa já não sei se é do pneu se é da câmara de ar estou farto de dar há bomba e nada . Então o Victor puxou da sua câmara de ar suplente e disse - Só nos resta esta hipótese. Mais uma mudança, mais uma tentativa. Quando retiramos a câmara de ar que era nova temos a surpresa de ver que junto ao pipo tinha um rasgão de uns 5 mm. Bem podíamos estar ali toda a manhã. Desta vez tudo correu bem, uma coisa é certa fiquei licenciado em mudança de câmaras de ar. E assim já tinha passado uma hora e trinta minuto desde a nossa saída de Alverca, a ida ao Parque das Nações foi posta de parte e decidimos fazer uma visita à Mata do Paraíso.
No caminho das quintas em Vialonga novo contratempo, no trilho existem uns caniços e algumas dessas canas pendiam no caminho, pois uma dessas malvadas atingiu o nariz do MontiVitor pondo-o logo a sangrar. Fomos a um super mercado ali perto e uma empregada foi muito simpática tratando do nariz do Victor com cinco estrelas, e depois fizemos todo o resto do passeio sem sangue e felizmente sem mais nenhum azar.
Mata do Paraíso, descida até ao Zambujal seguimos até ao Trancão e regressamos a Alverca fazendo os últimos 5 km debaixo duma chuva miudinha. Uma ida às bombas para lavagem das bikes que estavam atascadas de lama até ao guiador e lavagem dos nossos sapatos que de tanta lama não se viam os atacadores. No meio disto tudo, nunca me lembrei de tirar uma foto com o telemóvel, já que não tinha levado a máquina, talvez por isso, não ser habitual fotos com telele nunca me ter lembrado de tirar uma foto, ou então por estar tão embrulhado com as situações.Esperemos que para a próxima, o passeio não seja tão atribulado!

Fiquem bem e boas pedaladas.
Um abraike

1 comentário:

  1. Olá Montibikers

    O Zé Cadilha é muito parcial nos relatos que faz. A saber: a desgraça que me atingiu no passeio de hoje não foi "cana bate no nariz e salta sangue", não senhor! O que realmente se passou foi que os caniços, muito bem combinados, temerosos da velocidade em que eu pedalava, opuseram-me uma barreira à altura do nariz e não me deixaram passar. Mas a minha energia foi tal que os levei de vencida à minha frente, ali, como um valente! E não é que eles se vingam e me cortam, cooortaaam, o nariz que quase mo arrancavam?! Saí a sangrar como um porquinho na matança mas graças à sábia e orientada pesquisa do Zé Cadilha (não é mau colega, vá lá...) descobrimos na gerente do Pingo Doce de Vialonga a eficaz enfermeira que estancou o sangue que não parava de jorrar. E ainda me ofereceu dois pensos rápidos, por prevenção, que santa!
    E foi assim, com todo este sangrento cortejo, que tudo aconteceu.
    Mas estou vivo pessoal!!!

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