Pelas 8 menos 5, junto ao Cor de Rosa, aparece um biker a fazer cavalinho e com ar risonho, dá os bons dias aos presentes. MontiLuis, apesar de não ter a bike em condições, ao que dizia, parecia afinal não ter qualquer problema. Como podia ser? Engenhoso, sacou da pedaleira os dois pratos problemáticos, arranjou um taco de madeira para anular o curso do desviador e veio ter connosco com a solução monoprato, bem apropriada ao passeio da 5ª Pedalada. Um homem de ideias, o nosso MontiLuis! Pouco depois juntaram-se a nós a MontiCatarina e o pai MontiNando. Cumpridas as saudações da praxe pusemo-nos a caminho. Como estava fresquinho e o sol nem se via, em pouco tempo fizemos a EN 10 até ao viaduto da Cimpor, onde virámos para a zona da marina de Alhandra e continuámos pelo passeio ribeirinho até Vila Franca. Atravessado o jardim seguimos pelo alcatrão até que decidimos, por indicação expressa do MontiEmídio, desviar para o estradão e fazer o caminho do campo até à estação da Castanheira. Aí já muitos grupos estavam presentes e envolvidos no vaivem das filas dos dorsais, das saudações da malta conhecida e da observação atenta das novidades, se proclamadas, da bike do vizinho. Cumprido o levantamento do que o município nos tinha destinado, entrámos na roda das conversas e dos cumprimentos e ainda mal tínhamos começado quando MontiCadilha surge acompanhado de um reporter d' O Mirante que, logicamente, queria conhecer e fotografar os famosos Montibikers! As apresentações formais transformaram-se logo em alegre familiaridade com a evocação da MontiEduarda, montifugitiva e notável colega do loiro Filipe Matias ali presente, o jornalista actualmente encarregado da cobertura do concelho de Vila Franca de Xira. Feitas as fotos, já com o sol a funcionar, desejámos bom trabalho ao nosso jornalista e continuámos a socializar dentro da mancha colorida de bikers, que já ocupava uma área considerável. Como de costume, passadas as 9, o pessoal começou a fazer a crítica habitual à pontualidade portuguesa e entrou-se na fase do ataque à classe política, agora muito vulnerabilizada pelas mais descaradas medidas de invasão do bolso de quem trabalha alguma vez avançadas no nosso portugalito. Quando a queda do governo já estava na ordem do dia eis que se dá o sinal de partida e a serpente de ciclistas começa a deslizar no alcatrão a caminho da Castanheira. O (des)governo não fica esquecido mas vamos é pedalar uns quilómetros em paz e amizade, que foi para isso que nos juntámos todos! E assim foi: a massa enorme de pedalantes, mercê dos reagrupamentos conduzidos pela GNR, manteve a sua espessura e causou excelente impressão, especialmente nas travessias de Vila Franca e de Alverca, onde o público acorreu com mais intensidade a assistir à nossa passagem. Os Montibikers mantiveram-se coesos distribuidos por dois grupos, o dos aceleras - Luis, Armando e Emídio - e o dos ajuizados - Nando, Catarina e Victor - com o nosso MontiCadilha a andar à frente e atrás a fazer a reportagem vídeo com toda a concentração. O prémio da montanha decidiu-se na subida para a Quinta da Piedade e aí, finalmente, todos ganhámos: a satisfação duma agradável e fraterna passeata e... ainda... uma garrafinha de água e uma maçã, reabastecimento final, gentil, que nos foi dado pela Câmara. Nando e Catarina despediram-se aí e foram à procura da Sra. Mota e os restantes apontaram a Alverca, pedalando sem pressas. Armando e Luis seguiram para suas casas separando-se dos três da Qta. da Vala na rotunda da Verdelha. E assim, bem cedo, todos regressaram ao domingo em família que sabe sempre tão bem.
Agora atenção ao Mirante e à reportagem. Se não tivermos o destaque merecido vamos protestar à fugitiva MontiEduarda!!!
Até ao próximo Sabadal, companheiros Montis.
Abraikes.
Victor
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