


Olá MontisTodos e outros bikers!
O S.Pedro dá-nos a volta com as suas risonhas partidas e permite ao mesmo tempo, pelo menos neste nosso cantinho peninsular, que a esperança não nos abandone, seja perante a mais persistente seca, seja perante céus azuis desestabilizados por ameaçadoras nuvens cinzentas, que só se pode imaginar que carregam chuva em abundância. Assim ficou preparada a conversa para vos informar que, após uma mensagem matinal do Zé Cadilha dizendo que recolhia os pedais face à manifesta instabilidade climática, compareceram dois bikers junto à nossa fugitiva sede provisória. Quem? O cronista, que nem tinha consciência da mensagem (é muito distraído e não ouve os toques...) e estava determinado a concretizar a voltita mesmo a solo, e o Pedro Guise, conhecedor da mensagem mas confiante em que a uma mensagem/desistência corresponde só uma ausência. E esteve certo! O encontro no ponto de reunião fez-se em local abrigado, como a chuvinha que caía aconselhava, e a conclusão foi que ambos estavam preparados para andar e então... toca a andar!
Arrancámos decididos para a Quinta do Cochão e recebendo as últimas gotas da chuvada que se extinguira. As fracas e curtas chuvas nem sequer provocam grandes lamaçais, o terreno apresentava-se mais firme do que nos informara o amigo Zé dos Pombos, e foi sempre a andar. Adarse, EN10, Alhandra, Passeio Ribeirinho, Vila Franca, bem encarreiradas e quase sem gente, apesar de já passadas as 9 horas, sucederam-se com uma pedalagem descontraída e em ritmo de aquecimento. A luz da manhã era agradável, o sol mostrava que existia e brincava às escondidas com as nuvens, decorando-as de vez em quando com luzentes e fugazes arcos de cores e transportando-nos a fantasias ingénuas e esquecidas. Entrados na estrada seguinte ao Jardim Palha Blanco deparámos dali a pouco com a hesitação no caminho a seguir, logo resolvida avançando no estradão do campo que depois continua paralelo à linha do caminho de ferro e que, com soluções diversificadas - estradão, taludes subidos com bicicleta às costas, pontes do combóio, portões que se deixam atravessar mesmo fechados, trilhos paralelos aos carris, alcatrão - nos fez passar a Castanheira, o Espadanal e chegar, sem chuva nem problemas, à estação da Azambuja. Só a nortada insistiu em contrariar a nossa descontracção, obrigando-nos a maior esforço. Mas a dianteira partilhada e a conversa nunca terminada ( Minho, Monção, Melgaço, a Páscoa, o vinho verde...) adoçaram a carreira em que nos tínhamos metido. De caminho pudemos observar uma grande concentração de patos, dentro e junto daquelas lagunas de rega já próximo da Azambuja; aproximávamo-nos e eles levantavam voo em grupos, e iam sobrevoar a campina, incertos quanto à resolução pacífica da nossa passagem. Além deles avistámos um dos milhafres, duas cegonhas e um grou cinzento, residentes majestosos de um território que alimenta garças e outros pássaros que MontiEmídio, olha quem, afirma saber distinguir. Passámos a estação azambujal e dirigimo-nos à ponte onde em seguida se poderia continuar a caminho de Valada, etc.. Sendo já dez e meia da manhã, concluimos com sensatez que era hora boa para encetarmos o caminho de regresso. Ali bebemos do precioso líquido que transportávamos, comemos umas coisas boas, doces, e apreciámos o geométrico trabalho de gradagem que alguém num tractor fazia, diligente, a meio da manhã de domingo. Feita a fotografia da praxe e mais algumas a apanhar o campo, montámos nas bikes para a caminhada de volta a casa. Mesmo trajecto, sem vento contra, estamos bem, estamos, sempre a dar-lhe, e lembra-se o MontiVictor de desviar o rumo para não ser sempre o mesmo caminho e a mesma paisagem! Ó Pedro, nós não costumamos usar este caminho aqui, mas deve ir dar na mesma ao rio e permitir apanharmos depois outra vez o estradão, lá mais à frente, sempre por baixo do IC não sei quantos que vai dar a Benavente. Erro, tivemos de voltar para trás. A volta à esquerda no estradão era mais além! Mas fizemo-la e aproveitámos do prazer de apanhar e ultrapassar um grupo de bikers mais pachorrentos que iam ficar-se pela sua Castanheira. Com umas dezenas de kms nas pernas já sentiam os dois bikers que a musculatura se aproximava do cansaço. Certo, certo, era que estávamos dentro do horário e vai de mantermos o ritmo e a coisa aguentou-se bem. Chegámos a Alverca em cima do meio-dia e meia, com 60,7 km percorridos à velocidade média de 18,1 km/h e uma máxima registada de 34,7 km/h.
Foi bom, amigos e valeu a pena termo-nos guiado pela esperança: molha, não houve, nem chuva; mas sujámo-nos e às bikes o q.b. que levou o nosso Pedro a decidir retornar a casa pelo meio de Alverca, de maneira a que publicamente se vissem as marcas do nosso radicalismo (?!).
Foi bom!!!
Abraikes do Victor.
O S.Pedro dá-nos a volta com as suas risonhas partidas e permite ao mesmo tempo, pelo menos neste nosso cantinho peninsular, que a esperança não nos abandone, seja perante a mais persistente seca, seja perante céus azuis desestabilizados por ameaçadoras nuvens cinzentas, que só se pode imaginar que carregam chuva em abundância. Assim ficou preparada a conversa para vos informar que, após uma mensagem matinal do Zé Cadilha dizendo que recolhia os pedais face à manifesta instabilidade climática, compareceram dois bikers junto à nossa fugitiva sede provisória. Quem? O cronista, que nem tinha consciência da mensagem (é muito distraído e não ouve os toques...) e estava determinado a concretizar a voltita mesmo a solo, e o Pedro Guise, conhecedor da mensagem mas confiante em que a uma mensagem/desistência corresponde só uma ausência. E esteve certo! O encontro no ponto de reunião fez-se em local abrigado, como a chuvinha que caía aconselhava, e a conclusão foi que ambos estavam preparados para andar e então... toca a andar!
Arrancámos decididos para a Quinta do Cochão e recebendo as últimas gotas da chuvada que se extinguira. As fracas e curtas chuvas nem sequer provocam grandes lamaçais, o terreno apresentava-se mais firme do que nos informara o amigo Zé dos Pombos, e foi sempre a andar. Adarse, EN10, Alhandra, Passeio Ribeirinho, Vila Franca, bem encarreiradas e quase sem gente, apesar de já passadas as 9 horas, sucederam-se com uma pedalagem descontraída e em ritmo de aquecimento. A luz da manhã era agradável, o sol mostrava que existia e brincava às escondidas com as nuvens, decorando-as de vez em quando com luzentes e fugazes arcos de cores e transportando-nos a fantasias ingénuas e esquecidas. Entrados na estrada seguinte ao Jardim Palha Blanco deparámos dali a pouco com a hesitação no caminho a seguir, logo resolvida avançando no estradão do campo que depois continua paralelo à linha do caminho de ferro e que, com soluções diversificadas - estradão, taludes subidos com bicicleta às costas, pontes do combóio, portões que se deixam atravessar mesmo fechados, trilhos paralelos aos carris, alcatrão - nos fez passar a Castanheira, o Espadanal e chegar, sem chuva nem problemas, à estação da Azambuja. Só a nortada insistiu em contrariar a nossa descontracção, obrigando-nos a maior esforço. Mas a dianteira partilhada e a conversa nunca terminada ( Minho, Monção, Melgaço, a Páscoa, o vinho verde...) adoçaram a carreira em que nos tínhamos metido. De caminho pudemos observar uma grande concentração de patos, dentro e junto daquelas lagunas de rega já próximo da Azambuja; aproximávamo-nos e eles levantavam voo em grupos, e iam sobrevoar a campina, incertos quanto à resolução pacífica da nossa passagem. Além deles avistámos um dos milhafres, duas cegonhas e um grou cinzento, residentes majestosos de um território que alimenta garças e outros pássaros que MontiEmídio, olha quem, afirma saber distinguir. Passámos a estação azambujal e dirigimo-nos à ponte onde em seguida se poderia continuar a caminho de Valada, etc.. Sendo já dez e meia da manhã, concluimos com sensatez que era hora boa para encetarmos o caminho de regresso. Ali bebemos do precioso líquido que transportávamos, comemos umas coisas boas, doces, e apreciámos o geométrico trabalho de gradagem que alguém num tractor fazia, diligente, a meio da manhã de domingo. Feita a fotografia da praxe e mais algumas a apanhar o campo, montámos nas bikes para a caminhada de volta a casa. Mesmo trajecto, sem vento contra, estamos bem, estamos, sempre a dar-lhe, e lembra-se o MontiVictor de desviar o rumo para não ser sempre o mesmo caminho e a mesma paisagem! Ó Pedro, nós não costumamos usar este caminho aqui, mas deve ir dar na mesma ao rio e permitir apanharmos depois outra vez o estradão, lá mais à frente, sempre por baixo do IC não sei quantos que vai dar a Benavente. Erro, tivemos de voltar para trás. A volta à esquerda no estradão era mais além! Mas fizemo-la e aproveitámos do prazer de apanhar e ultrapassar um grupo de bikers mais pachorrentos que iam ficar-se pela sua Castanheira. Com umas dezenas de kms nas pernas já sentiam os dois bikers que a musculatura se aproximava do cansaço. Certo, certo, era que estávamos dentro do horário e vai de mantermos o ritmo e a coisa aguentou-se bem. Chegámos a Alverca em cima do meio-dia e meia, com 60,7 km percorridos à velocidade média de 18,1 km/h e uma máxima registada de 34,7 km/h.
Foi bom, amigos e valeu a pena termo-nos guiado pela esperança: molha, não houve, nem chuva; mas sujámo-nos e às bikes o q.b. que levou o nosso Pedro a decidir retornar a casa pelo meio de Alverca, de maneira a que publicamente se vissem as marcas do nosso radicalismo (?!).
Foi bom!!!
Abraikes do Victor.


